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Funjope realiza exposição em homenagem a Dom José Maria Pires

Início: 18/11/2021 16:00 | Fim: 03/12/2021 16:00
Mostra, que segue até 3 de dezembro, será realizada no Casarão 34 e apresenta diversos textos escritos pelo religioso A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) abre, nesta quinta-feira (18), às 16h, a exposição ‘Tributo a Dom José Maria Pires’, em memória do Arcebispo Emérito da Paraíba, que faleceu em 2017. A mostra, que segue até 3 de dezembro, será realizada no Casarão 34 e apresenta diversos textos escritos pelo próprio religioso, falando sobre temas diversos, entre eles, o Dia da Consciência Negra, lembrado no dia 20 de novembro. Também em alusão à data, será celebrada uma missa nesta sexta (19), ao meio dia, na Catedral de Nossa Senhora das Neves, pelo padre Luiz Couto. O objetivo do tributo é recuperar a memória do líder religioso que dedicou sua vida aos direitos humanos e, sobretudo da população negra. O padre Marcondes Meneses, diretor do Centro Cultural São Francisco, elogiou a iniciativa da Fundação. O material da mostra pertence ao Arquivo Eclesiástico e faz parte do Memorial Arquidiocesano. “Um acervo como esse não é para ficar trancado e sim se tonar público e fazer com que as pessoas conheçam e vejam um pouco como foi a vida de Dom José. Tenho certeza de que a Funjope acertou em cheio ao trazer a temática em relação à negritude e, tendo esse tributo a Dom José, não só porque era um bispo católico, mas porque encampou essa luta. A exposição traz um legado de quase 30 anos aqui na Paraíba”, comentou o padre Marcondes. Sobre Dom José O Arcebispo era de família muito humilde e não tinha sequer condições de pagar o seminário, onde só seria admitido se falasse francês. Autodidata, voltou para casa, estudou, fez a prova e foi aprovado com excelência, sendo acolhido pelo reitor do seminário. Foi pároco em Minas Gerais, nomeado bispo conciliar, participou do Concílio Vaticano II, reunião convocada pelo Papa para bispos do mundo inteiro, e do Pacto das Catacumbas, dando testemunho de humildade e pobreza, indo morar numa casa simples, atrás da catedral. Ele também atuou em diversas pastorais, incentivou o movimento negro e participou, com Dom Hélder Câmara, da Missa dos Quilombos, em Recife (PE) e ali passou a ser chamado de Dom Zumbi.



Casarão 34