Hospital Regional de Patos (Foto: Divulgação/Secom-PB)


Diretor de fiscalização do Conselho afirma que salas estão em estado precário de funcionamento


O Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente duas salas do bloco cirúrgico e a Unidade de Recuperação Pós Anestésica (URPA) do Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, no Sertão, após fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira (29).

Conforme o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, todas as salas estão em estado precário de funcionamento. Outras duas salas de cirurgia continuarão realizando procedimentos de urgência e emergência até que inconformidades apontadas pelo CRM-PB sejam corrigidas.

“Já na entrada do bloco há problemas. Há apenas um vestiário e um banheiro sem a estrutura mínima necessária para a higiene dos profissionais e a pia para a lavagem das mãos não funciona de forma adequada. Além disso, as salas apresentam problemas elétricos graves, com fios expostos, focos remendados com esparadrapo, paredes com pedaços de madeira para tapar buracos, vazamentos e infiltrações importantes. Há também equipamentos na sala que não estão funcionando da maneira correta. Tudo isso representa riscos ao ato médico e aos pacientes. Desta forma, tivemos que interditar”, explica.

Bruno Leandro de Souza acrescenta que um relatório de fiscalização será entregue à Secretaria Estadual de Saúde e à direção do hospital, com um prazo de 30 dias para resolver as inconformidades e deixar o bloco cirúrgico funcionando de forma adequada.

Além do diretor de fiscalização, participaram da vistoria o vice-presidente do CRM-PB, Antônio Henriques, e os conselheiros Jânio Rolim e Umberto Joubert.

Hospital reconhece falhas

“De fato, há falhas estruturais antigas no ambiente em questão que serve à população há mais de cinco décadas, e que vinham sendo solucionadas de forma paulatina, na medida em que os problemas iam sendo identificados, em função da impossibilidade de fechamento, mesmo que temporário, dos espaços, haja vista a alta demanda de procedimentos da unidade que atende mais de 60 municípios da região”, disse a direção em nota ao Portal Correio.

A unidade disse que a A reforma do Bloco, com a ampliação do número de salas prevista para iniciar ainda este ano, não apenas resolverá essas questões em definitivo, como dotará a unidade de espaços “mais modernos e melhor equipados”.

“Vale salientar que os problemas de falhas estruturais, a exemplo de questões hidráulicas e elétricas, não chegaram, em nenhum momento, à situação de comprometer procedimentos, nem tão pouco colocar em risco os profissionais que atuam no Bloco, nem a integridade física dos pacientes. A engenharia da unidade já tem, inclusive, projeto de resoluvidade e já está atuando para resolver em definitivo todas essas questões”, disse.

Em relação às camas cirúrgicas, o hospital disse que são equipamentos muito antigos e que não há, inclusive, mais peças de reposição originais, mas que os ajustes para propiciar condições de utilizá-las, sem risco para profissionais, nem pacientes, são feitos regularmente.

“Essas e outras aquisições são bens de aquisição permanente e que precisam de licitação e não podem ser adquiridos pela gestão da unidade, mas apenas através de processo que passa, necessariamente, pela gestão de saúde estadual”.

Sobre os sacos de lixo que foram fotografados na parte externa do Bloco, o hospital disse que não há nenhum procedimento errado, uma vez que eles tinham acabado de ser colocados e já iriam ser recolhidos pela equipe de limpeza. “Procedimento corriqueiro que segue os padrões de descarte e encaminhamento de materiais para seu destino final”.

“A direção geral da unidade, junto com a gestão estadual de saúde, já estão atuando de forma conjunta na resolutividade das questões apontadas pelo CRM e que, em breve, serão todas solucionadas. O importante é que até esse processo ser finalizado, os pacientes de Patos e região não sofrerão com a descontinuidade de nenhum serviço, nem tão pouco terão prejuízos de nenhuma ordem, assim como não haverá riscos ao ato médico dos profissionais que lá atuam”, informou.

*Atualizada para incluir a resposta do hospital


Da redação/ Com portalcorreio



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