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AUGE01

OPERAÇÃO RABBIT DESMANTELA SUSPEITO ESQUEMA DE TRÁFICO EM SUMARÉ E PRENDE CINCO PESSOAS NO JARDIM PICERNO

AUGE01
31 de Outubro de 2026 às 00:38
6 min de leitura
OPERAÇÃO RABBIT DESMANTELA SUSPEITO ESQUEMA DE TRÁFICO EM SUMARÉ E PRENDE CINCO PESSOAS NO JARDIM PICERNO

Investigação da Dise de Americana identificou suspeita de venda de drogas 24 horas por dia, armazenamento de entorpecentes e movimentação de dinheiro. Polícia apreendeu drogas, 4.800 cigarros paraguaios, máquina de contar cédulas e maquininhas de cartão.

Uma operação coordenada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Americana resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas na manhã de quinta-feira (29), no Jardim Picerno, em Sumaré.

Batizada de Operação Rabbit, a ação mobilizou policiais civis de diferentes municípios da região e contou com apoio de cães farejadores da Guarda Municipal de Americana.

Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado atuava na comercialização de entorpecentes e mantinha uma estrutura organizada para armazenar drogas, abastecer pontos de venda e recolher o dinheiro proveniente das transações.

Entre os presos está um homem de 31 anos, conhecido como Nego da 30, apontado pelos investigadores como responsável pelo gerenciamento das drogas e dos valores arrecadados. Os demais detidos têm 18, 30, 33 e 36 anos.

Todos são investigados por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

DENÚNCIA REVELOU SUSPEITA DE TRÁFICO 24 HORAS POR DIA

A investigação teve início após uma denúncia anônima encaminhada ao Disque Denúncia 181, do Governo do Estado de São Paulo.

A informação indicava que a venda de drogas ocorria durante as 24 horas do dia na Rua da Saúde, no Jardim Picerno, e apontava a possível participação de um homem conhecido como Nego da 30.

A partir dessas informações, investigadores da Dise de Americana realizaram aproximadamente 30 dias de diligências, com monitoramento discreto, observações em campo e registros por câmeras e drone.

Segundo a Polícia Civil, o trabalho permitiu identificar locais utilizados para armazenamento, distribuição e comercialização dos entorpecentes.

As apurações indicaram que as drogas eram mantidas em uma residência e posteriormente distribuídas para pontos de venda próximos a uma adega localizada na esquina das ruas da Saúde e das Missões.

MÁQUINA DE CONTAR DINHEIRO E MAQUININHAS DE CARTÃO CHAMAM ATENÇÃO

Um dos aspectos investigados foi a circulação dos valores obtidos com a venda de drogas.

Conforme a Polícia Civil, o dinheiro era recolhido nos pontos de comercialização e levado inicialmente a um imóvel utilizado para armazenar entorpecentes.

Depois, os valores eram transportados para outro endereço, onde passavam por conferência e permaneciam guardados antes de novas movimentações.

Durante a operação, os policiais encontraram uma máquina de contar cédulas, cinco maquininhas de cartão de crédito e débito, duas balanças de precisão e R$ 1.741 em espécie.

A presença desses equipamentos integra a investigação sobre a estrutura financeira do suposto esquema.

Entretanto, a apreensão das maquininhas, isoladamente, não comprova que tenham sido utilizadas para receber pagamentos pela venda de drogas. Essa relação deverá ser esclarecida durante a apuração.

CINCO MANDADOS CUMPRIDOS EM OPERAÇÃO REGIONAL

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou mandados de busca e apreensão à Justiça.

As ordens foram autorizadas pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária, sediada em Piracicaba.

A operação começou por volta das 6h de quinta-feira (29), com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados.

Participaram agentes da Dise e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, além de equipes policiais de Hortolândia, Nova Odessa e Monte Mor.

A Guarda Municipal de Americana prestou apoio com uma equipe de cães farejadores, utilizada nas buscas por entorpecentes.

DROGAS, CIGARROS PARAGUAIOS E CELULARES APREENDIDOS

<text>Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam:</text>

  • Três tijolos de maconha, totalizando 1,5 quilo;
  • 70 porções de cocaína;
  • 47 porções de maconha;
  • 45 porções de haxixe;
  • Duas pedras de crack;
  • R$ 1.741 em dinheiro;
  • Duas balanças de precisão;
  • Uma máquina de contar cédulas;
  • Cinco maquininhas de cartão;
  • 13 aparelhos celulares;
  • 4.800 cigarros de origem paraguaia;
  • 30 embalagens vazias do tipo ziplock.

Os materiais foram recolhidos para os procedimentos de investigação e análise.

A apreensão dos cigarros de origem estrangeira também deverá ser examinada pelas autoridades para determinar sua procedência e eventual existência de infração específica.

CINCO PRESOS EM FLAGRANTE E INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Após as buscas, cinco pessoas foram conduzidas à sede da Dise de Americana.

De acordo com a Polícia Civil, a autoridade responsável analisou os elementos encontrados e ratificou as prisões em flagrante pelos crimes investigados.

Os detidos passaram pelos procedimentos de Polícia Judiciária e exames cautelares, com previsão de encaminhamento às unidades prisionais competentes em Sumaré e Monte Mor.

Eles permaneceriam à disposição da Justiça para as audiências de custódia.

A investigação prossegue para individualizar a participação de cada suspeito e esclarecer o funcionamento da estrutura identificada no Jardim Picerno.

OPERAÇÃO EXPÕE SUSPEITA DE ESTRUTURA ORGANIZADA DE TRÁFICO

O que chama atenção na Operação Rabbit não é apenas a quantidade e a variedade de entorpecentes apreendidos.

Segundo a investigação, havia uma dinâmica de armazenamento, abastecimento dos pontos de venda, recolhimento de valores e conferência de dinheiro em endereços diferentes.

A atuação conjunta de policiais de várias cidades demonstra a dimensão da mobilização necessária para executar os mandados.

O caso também reforça a importância das denúncias encaminhadas pela população: foi uma informação recebida pelo Disque Denúncia 181 que deu início às diligências.

A Polícia Civil agora busca esclarecer quem desempenhava cada função, a origem dos entorpecentes e a extensão das atividades investigadas.

As prisões são em flagrante, e a responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá da apuração e das decisões da Justiça.

Portal Auge1.com

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Fonte: Informações da Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Americana, referentes à Operação Rabbit, realizada em 29 de outubro de 2026.

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