GESTANTE PERDE BEBÊ E FAMÍLIA COBRA UTI NEONATAL EM SANTA BÁRBARA: OBRA ANUNCIADA É PEDIÁTRICA E HÁ RELATO DE INCUBADORA PARADA HÁ DOIS ANOS

Família questiona espera de aproximadamente sete horas e meia por atendimento. Enquanto moradores aguardam a implantação de uma UTI Neonatal, documentos oficiais apontam uma obra de UTI Pediátrica. Outra denúncia envolve equipamento neonatal sem manutenção por um custo estimado em R$ 2 mil.
A perda de um bebê, relatada por familiares de uma gestante atendida no Hospital Santa Bárbara, em Santa Bárbara dOeste, reacendeu questionamentos sobre a assistência materno-infantil e a disponibilidade de equipamentos e leitos especializados no município.
Segundo informações recebidas pelo Portal Auge1.com, a gestante chegou à unidade por volta das 17h de quarta-feira (28 de outubro). À 0h30 da madrugada de quinta-feira (29), a família afirma que ela ainda não havia recebido o atendimento considerado necessário.
A gestação terminou com a perda do bebê. As circunstâncias clínicas, os horários dos procedimentos e uma eventual relação entre a espera relatada e o desfecho ainda precisam ser esclarecidos.
Após o velório, familiares procuraram o vereador Marcelo Cury para cobrar providências e questionar a demora na implantação da UTI Neonatal que acreditavam estar em construção.
Entretanto, os documentos oficiais consultados identificam a obra anunciada no Hospital Santa Bárbara como uma UTI Pediátrica, com dez leitos, e não uma UTI Neonatal.
INCUBADORA ESTARIA PARADA HÁ DOIS ANOS POR MANUTENÇÃO DE R$ 2 MIL
Uma nova informação encaminhada ao Portal Auge1.com amplia os questionamentos sobre a estrutura de atendimento neonatal.
Segundo o relato, uma incubadora estaria guardada em uma sala do Hospital Santa Bárbara há aproximadamente dois anos, sem utilização, por necessitar de manutenção estimada em R$ 2 mil.
A informação acrescenta que o reparo não teria sido autorizado na época.
Caso confirmada, a situação exige esclarecimentos sobre a administração do patrimônio hospitalar, a avaliação técnica do equipamento e os critérios utilizados para decidir sobre sua manutenção.
O valor informado chama atenção diante da importância de equipamentos utilizados no cuidado de recém-nascidos.
Entretanto, ainda é necessário confirmar se o orçamento de R$ 2 mil contemplava todos os reparos exigidos, se a incubadora possuía condições de segurança para retornar ao serviço e se havia outras pendências técnicas.
A denúncia não permite concluir que a incubadora poderia ter sido utilizada no caso da gestante ou que seu funcionamento teria evitado a perda do bebê.
QUEM NÃO AUTORIZOU A MANUTENÇÃO?
O caso exige respostas da direção hospitalar e dos responsáveis pela gestão e manutenção dos equipamentos.
A Santa Casa precisa esclarecer quando a incubadora deixou de funcionar, qual defeito foi identificado, quem solicitou o reparo e por qual motivo a autorização não teria ocorrido.
Também é necessário saber se o equipamento pertence à instituição, ao município ou a outro órgão, e quem possui responsabilidade por sua manutenção.
Se houver orçamento técnico, ordem de serviço ou solicitação administrativa registrada, esses documentos poderão esclarecer a sequência das decisões.
POPULAÇÃO AGUARDA UTI NEONATAL, MAS OBRA OFICIAL É PEDIÁTRICA
A controvérsia sobre a incubadora ocorre paralelamente à divergência de expectativas sobre os novos leitos hospitalares.
Os registros da Câmara Municipal distinguem a conclusão de dez leitos de UTI Pediátrica da proposta de implantação de dez leitos de UTI Neonatal.
A Prefeitura já reconheceu a necessidade de repactuar o cronograma da obra pediátrica.
Até o momento, os documentos examinados não confirmam a existência de uma obra de UTI Neonatal em execução.
Essa diferença precisa ser comunicada claramente à população.
Uma incubadora, por sua vez, é um equipamento de assistência neonatal, mas sua existência não equivale à implantação de uma UTI Neonatal, que exige equipe especializada, infraestrutura, outros equipamentos e organização assistencial adequada.
PREFEITURA, SANTA CASA E CÂMARA DEVEM ESCLARECIMENTOS
Diante dos relatos, há três frentes distintas de apuração: a assistência prestada à gestante, a situação da incubadora e o andamento dos projetos de terapia intensiva.
O Portal Auge1.com solicita esclarecimentos sobre o prontuário e os procedimentos de atendimento, preservado o sigilo da paciente; sobre o histórico de manutenção e a condição atual da incubadora; e sobre os cronogramas e recursos destinados às UTIs Pediátrica e Neonatal.
A eventual existência de uma incubadora parada por falta de manutenção de R$ 2 mil, se confirmada, merece explicações públicas fundamentadas.
O município precisa saber não apenas quais obras foram anunciadas, mas quais serviços estão efetivamente disponíveis para gestantes, crianças e recém-nascidos.
A família que perdeu o bebê aguarda respostas. A população também tem direito de conhecer a situação real da estrutura hospitalar.
Portal Auge1.com
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Fonte: Informações encaminhadas ao Portal Auge1.com sobre o atendimento de 28 e 29/10/2026 e sobre a incubadora, pendentes de confirmação documental; Câmara Municipal de Santa Bárbara dOeste, Requerimento nº 92/2026 e resposta de 16/03/2026; Ofício nº 17/2026-GVCF, de maio de 2026.
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